domingo, 24 de junho de 2012

Horas

Se eu corro, não aproveito.
Se me deito, desapareço,
e nessa inconstância eu vou.
O tempo me permite a última dança,
talvez a última palavras, o último verso.
Me permite dizer o que penso,
me deixa escrever o que sinto.
Se eu chorar, me escute.
Se eu sorrir, esteja comigo aqui.
e quando eu partir,
quando eu estiver saindo,
olhe bem nos meus olhos,
e me deixe entender que valeu a pena.

Hoje

E os dias vão passar,
e cada pedaço do que sinto com eles.
E vai amanhecer, e mesmo assim,
eu não vou entender.
A escolha é o que torna o ser humano belo,
mas enfrentar as consequências dela,
o faz digno ou não de o sê-lo.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sem segredos

Tudo parece estranho agora,
é que ainda procuro palavras para descrever,
ainda tento entender o que está acontecendo,
Aqui.
Sabe me contar todas as palavras,
sabe me deixar sem elas,
sabe me fazer sentir medo e nostalgia
ao mesmo tempo.
Que vício é esse,
que necessidade extraordinária de querer estar ai,
mesmo com a distância, mesmo com o passado.
Que sentimento atônito, que sensação incômoda.
Que maluquice a minha.
Nada do que eu disse vai te convencer,
mudamos pelo tempo.
Mas entre nós, sem segredos,
vamos cuidar do que é nosso,
lembra de cada minuto?
Deixa que o tempo nos mostre o que é certo,
se é que há o certo.
Deixa que a tempestade passe e tudo fique claro.
Não quero mais o que não posso ter,
vou esperar por dias, por horas que for,
vou deixar em tuas mãos o que aqui se faz presente.
Deixa o tempo, me deixa um tempo,
e se quiser voltar, estarei aqui.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Um pouco de tempo

Hoje eu parei no tempo,
busquei cada pedaço de memória,
cada instante em que tinha você aqui.
Me perdi em lembranças, boas, ruins.
Me deixei levar pelas palavras que se formaram.
Por tudo que tem feito, e o que ainda fará.
Mereço um resposta, mas insisto em não te chamar.
As vezes eu não entendo o que acontece,
sempre tento ser melhor, pois sei que é por você.
Eu vou ficar aqui, não sei onde você está agora.
Mas acredito que esteja um pouco longe,
de mim, de nós, de todos.
Eu vou tentar sorrir quando for preciso.
Só não me peça para ser agora.
Não posso simplesmente do nada estar assim.
O que guardo comigo aqui, e você sabe que guardo,
são os momentos que tenho de você me olhando,
e do gesto mais íntimo da sua presença e minha vida.
Hoje quero apenas olhar tua face,
e onde quer que Você esteja, esteja comigo aqui também.
Vou te sentir, vou saber que está aqui, vou fazer de tudo
Para não me afastar de Ti.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Cada segundo

Os ponteiros do relógio marcam meu momento,
eu penso nas horas que passam e na vontade de gritar.
Não entendo porque demora tanto.
Eu preciso te sentir, me deixar levar.
Sentir a liberdade de estar perto de ti.
Me prender ao teu colo e dali não me afastar.
Sentir  brisa leve, a corrente de ar...
Me libertar!!
Saber que ando por ai, e as vezes sem motivo pra existir.
Mas você me leva, e eu me entrego,
Sem entender, sem saber...
Mas procurando a verdadeira razão por estar aqui.
É quando me perco, que posso te encontrar,
é quando não sei, que compreendo o universo,
é na sua palavra que percebo a vida.
É estando distante, que me deixa tão perto do seu amor.

sábado, 2 de junho de 2012

Caminho

Me perco nas palavras que escrevo,
na verdade meus sentimentos se expõem.
E a dor por eles, eu nem entendo.
Ora, percebo que cada segundo é único,
e que não mais terei a chance de dizer o que penso,
e também não posso dizer o que quer ouvir.
Tento pular essa parte, tento me levantar.
Me deixe te encontrar, ou, por vez me solte.
Desapegue, me devolva a chance de começar de novo.
Me guie novamente, ou me deixe vagar.
Não é um poema de amor,
não são palavras bonitas,
é uma overdose do que eu ainda não tomei.
É a embriaguez da dose que sonhei.